sexta-feira, 2 de julho de 2010

O abrandamento do crescimento


No dia em que são conhecidos os dados de Maio do Eurostat, que mostraram um aumento do desemprego de Portugal (Sapo Economia), relembramos igualmente que o nosso Primeiro Ministro tirou uma licenciatura de engenharia -- brindou-nos com uma constatação. A de que o nosso crescimento do desemprego abrandava.
Sendo engenheiro, apraz-me dizer que ele tem razão. Se tirarmos a derivada de uma curva ascendente, que não aumenta tanto como na altura de recessão económia, agudizada algures em 2009, o valor da derivada desce. Porventura se o crescimento aumentasse, mas o crescimento do crescimento diminuisse (para isso basta a derivada da derivada, algo trivial em matemática), teriamos o nosso primeiro a saudar o desempenho económico, pela via do abrandamento do crescimento da aceleração do aumento do desemprego.
Podemos continuar infinitamente, os cálculos não são difíceis, mas há uma tremenda novidade:
-- no infinito da derivada (ou seja, a derivada da derivada da derivada, ...infinitamente), em dados deste género, é pequenissimo. É mesmo zero, ou infinitamente próximo.
Diria o nosso primeiro: infinitamente bom, pois o crescimento do desemprego é inexistente quando tomado o crescimento do acréscimo do aumento do crescimento decorrente da ascenção pouco acentuada da progressão do desemprego.

É reconfortante!
Só um licenciado ilustre conseguiria, sem mentir, sossegar-nos com estas palavras sábias.

Quem votou PS, poderá verificar que a popularidade do seu lider tem vindo sucessivamente a melhorar a progressão da sua diminuição de votos. Julgavamos que o poder se podia esgotar sem maioria absoluta -- nada mais falacioso.
O governo do PS e a sua maioria relativa têm conseguido abrandar o crescimento de propostas contrárias ao programa eleitoral, só possível pelo número finito das mesmas, mas que ainda assim representa uma melhoria, quando comparando com o deficit, que tem diminuido o crescimento -- ou mesmo abrandado o crescimento do seu aumento.
A comparação com os outros partidos que constituem o PIGS, relembrando, Portugal, Irlanda, Grécia, e Espanha, reflecte a diminuição do deficit na proporção directa do PIB, que embora tenha vindo a retroceder no seu aumento, augura um alegre despertar para as crianças que receberem um vale de 200 euros daqui a pouco mais de 15 anos. Este vale para consultas é inédito, pelo que constitui um aumento "infinito", esse sim, das dádivas que os governos prestam a gerações futuras, pagas apenas mais tarde. Quem souber matemática pode dividir 200 por 0, e constatar o número que referi: infinito. Esse, sim, um crescimento enorme do aumento acentuado das prestações generosas deste governo.

São estes os políticos que nos governam, é caso para nos perguntarmos:
-- serão estes os políticos que nós merecemos?

A resposta está na diminuição do crescimento da carga fiscal. Relembro da promessa eleitoral de não aumentar os impostos. Pois então, não estão com atenção? Acabei de referir diminuição!

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