domingo, 7 de junho de 2009

Eleições europeias - reflexão dos resultados

A 13 de Junho de 2004 realizaram-se as penúltimas eleições para o Parlamento europeu, onde foram eleitos os seguintes números de deputados, por partido / coligação (dados da CNE):
  • PS: 12 (44.53% dos votos), António Costa
  • PPD/PSD - CDS-PP: 9 (33.27%), João de Deus Pinheiro
  • PCP-PEV: 2 (9.09%), Ilda Figueiredo
  • BE: 1, (4.91%) Miguel Portas.
Houve 61,40% de abstenção, com 2,57% de votos brancos, e apenas 1,39% nulos.

Face aos resultados da última eleição, o PSD mantém o número de deputados (9), com 2 do CDS-PP alcançaria 11 deputados -- estes 2 partidos estão na mesmo partido europeu, o PPE.
O PS baixou de 12 para 8 deputados, uma redução de cerca de um terço.
O PCP alcançou um resultado significativamente melhor, fruto porventura da abstenção ligeiramente mais elevada (~63%), e de uma deslocação do eleitorado socialista à esquerda.
Sem dúvida o facto mais notável foi o facto do BE (Bloco de Esquerda) ter atingido um número de eleitores semelhante ao PCP, duplicando o número de votos, e podendo triplicar o número de deputados eleitos.

Todos os partidos foram unânimes em reconhecer a derrota do PS, incluindo o próprio candidato, Vital Moreira, que conduziu uma campanha errática, confusa, difusa, atrapalhada. É um intelectual ilustre, mas a quem faltou a clarividência de saber falar. Sem se saber expressar de forma simples, andou erraticamente ao sabor de insinuações insidiosas sobre os outros partidos.

Os partidos de direita têm quase 50% dos deputados: 11 em 24, uma tendência que se tem verificado em sucessivas eleições.
Os partidos fora da esfera governamental podem ter sido positivamente influenciados pela crise na economia global, e nacional, que certamente desgastou a posição do Partido Socialista.
Penso estar longe, no entanto, uma viragem nas próximas eleições, uma vez que os descontentes que se tenham abstido, sintam necessidade de consolidar uma maioria estável, que permita governar. A direita ainda marca passo na nossa vida democrática, e será preciso um lider forte que consiga uni-la -- não será certamente o binómio Ferreira-Leite Portas. Ou poderei enganar-me.

Em Outubro veremos.