
Em 2006 foram preparados uma série de ensaios e testes sobre formas de combater o spam:
dos quais destaco:
Claramente estamos no prelúdio de uma luta inglória face a uma actividade criminosa que afecta biliões de pessoas -- concretamente o E-mail spam:
E-mail spam, known as unsolicited bulk Email (UBE), junk mail, or unsolicited commercial email (UCE), is the practice of sending unwanted e-mail messages, frequently with commercial content, in large quantities to an indiscriminate set of recipients.Em português:
O fenómeno do spam
- email spam, conhecido por email (comercial) não solicitado, em massa, é a prática de envio de mensagens de email não solicitadas, normalmente com conteúdo comercial, ou de propaganda;
- o spam é geralmente enviado em grandes quantidades, e para um elevado número de destinatários.
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Este fenómeno ainda não é criminalizado por alguns países, e é de difícil aplicação na generalidade dos países que têm legislação para o efeito. Por diversos motivos, um dos quais a responsabilização de quem gere os servidores de email na rede -- porque potencialmente qualquer utilizador final pode enviar emails para qualquer destinatário. Pior, os computadores infectados com certos trojans agem como bots, podendo enviar, potencialmente milhares de mensagens a destinatários todos os dias. Neste caso são ambos vítimas.
O spam mail não contém necessariamente malware, ou virus; pode ser simplesmente uma mensagem inocente a apelar ao destinatário para comprar um relógio de luxo, comprimidos viagra, ou salientar que ganhou um concurso (de que certamente não se lembra) -- e portanto, basta clicar num link, e navegar no sítio que pretende ser, desta forma, ilegalmente publicitado.
O spam em números
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O número de mensagens de spam é, per si, difícil de contabilizar. O primeiro argumento para este facto é que dificilmente se percebe se uma mensagem é spam, ou não, sem ler a mensagem.
Há heurísticas, tais como as utilizadas pelo SpamAssassin (um popular conjunto de scripts em Perl que classifica automaticamente mensagens com base no seu conteúdo e proveniência), que permitem com algum grau de exactidão, determinar se uma mensagem é não solicitada (spam), ou normal (ham). O resultado deste programa é um spam-score, ou simplificadamente, um score (pontuação). Valores acima de 7.0 são geralmente spam, valores entre 5.0 e 7.0 poderão ser, potencialmente, spam ("flagged as spam, but accepted"), valores inferiores a 5.0 indicarão ham.
Claro que existem falsos negativos, isto é, mensagens que não foram filtradas, e aparecem (unflagged spam), e falsos positivos, que é sempre problemático: mensagens legítimas, ilegalmente filtradas.
O número de mensagens de spam total é igual a:
- mensagens spam filtradas pelo ISP (provedor de internet), as vítimas secundárias,
+ - mensagens que chegam aos destinatários (as vítimas primárias.)
As vitimas secundárias são de longe as que têm os maiores desafios pela frente, ou seja, os ISPs ou as empresas de comunicações, como a Google (Internet-based services and products), ou a Microsoft (Hotmail), Yahoo, etc.
Há diferentes números para o número total de mensagens de spam.
Estima-se que entre 50% a 80% do correio electrónico seja, actualmente, spam.
Esta informação inútil massiva, não é facilmente combatida.
Embora haja uma diversidade de métodos dissuasores e de combate ao spam, os spammers (quem pratica spam, ou explora sistemas para propagar spam) estão sempre um passo à frente.
Dados históricos
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O email "moderno" vai fazer 40 anos. O RFC 822 (IEEE) que o descreveu data de 1982 (http://tools.ietf.org/html/rfc822).
É um documento de uma enorme simplicidade, de apenas 47 páginas. Decorre, provavelmente, daí, o seu sucesso.
O caminho para qualquer máquina enviar uma mensagem a qualquer outra estava traçado.
Foi definido o que se entendia por transporte de dados de email, o formato das mensagens, dos destinatários, e outras características. O protocolo (TCP/IP) que o transportava estava datado da mesma altura (RFC 821), designado "Simple Mail Transfer Protocol", ou SMTP.
Estava dado um passo de gigante, numa época onde ainda imperavam os micro-computadores como o ZX Spectrum, e o seu económico processador, Z80. A internet estava a crescer, naturalmente, sem obstáculos.
Esta simplicidade proporcionou, por um lado, a interoperabilidade, palavrão que significa, neste particular, que qualquer mensagem poderia chegar ao seu destino, sem barreiras.
Por outras palavras, sem autenticação nem encriptação:
- quem diz que envia a mensagem, presume-se que é quem diz ser;
- a mensagem é enviada em texto simples, sem qualquer verificação de validade ou plausibilidade.
Durante muito tempo qualquer servidor podia encaminhar qualquer mensagem para outro destino, sem restrições. Posteriormente designados "open relays", serviam de ponte para enviar mensagens indiscriminadamente a qualquer destinatário. Hoje em dia são raros (e proibidos, no verdadeiro significado da coisa), mas outros mecanismos igualmente simples, que utilizam esta maravilha tecnológica, o email, proliferam, quer para uso legítimos, quer para o abuso.
É como aqueles autocolantes amarelos que colocamos na caixa do correio, a dizer:
- Publicidade não endereçada?, não obrigado.